Estatísticas do caos e a crise da Segurança Pública: o caso fictício da cidade Piracajú

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Titulo Portfólio: Estatísticas do caos e a crise da Segurança Pública: o caso fictício da cidade Piracajú
Curso: Segurança Publica

DESCRIÇÃO:
– Todas as tarefas resolvidas
– Formatado segundo normas ABNT
– Corrigido
– Portfolio Completo (capa, introdução, desenvolvimento, conclusão, referencias).
– Ao receber o trabalho é importante fazer modificações no mesmo antes de envia-lo para a faculdade.
– Portfolios Exclusivos sob encomenda, favor chamar no whatsapp.

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Titulo Portfólio: Estatísticas do caos e a crise da Segurança Pública: o caso fictício da cidade Piracajú

Curso:  Segurança Publica

DESCRIÇÃO:

– Todas as tarefas resolvidas

– Formatado segundo normas ABNT

– Corrigido

– Portfolio Completo (capa, introdução, desenvolvimento, conclusão, referencias).

– Ao receber o trabalho é importante fazer modificações no mesmo antes de envia-lo para a faculdade.

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A presente proposta de Produção Textual Individual (PTI) terá como temática central “Estatísticas do caos e a crise da Segurança Pública: o caso fictício da cidade Piracajú ”

Tal temática foi escolhida a fim de possibilitar a aprendizagem interdisciplinar dos conteúdos trabalhados nas disciplinas deste semestre. Na PTI, você deverá conhecer a Situação Geradora de Aprendizagem (SGA) para a realização das atividades previstas. Siga as orientações as instruções disponibilizadas neste manual, além de demais fontes de conteúdo complementares!

 

Estatísticas do caos e a crise da Segurança Pública: o caso fictício da cidade Piracajú

Cenas de arrastões, saques e roubos seguidos de violência, infelizmente, são comuns na cidade Piracajú. Segundo dados do Fórum de Brasileiro de Segurança Pública, a cidade – que possui aproximadamente 2 milhões de habitantes – foi a que apresentou maior aumento da taxa de roubos por cem mil habitantes na comparação entre os anos de 2018 e 2020, correspondendo a um crescimento de quase 40% (quarenta por cento). No mesmo período de estudo, a taxa de homicídios por cem mil habitantes também cresceu cerca de 25% (vinte e cinco por cento).

De acordo com estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP), o cenário não é otimista quanto à diminuição de tais taxas. Isto porque a violência na cidade em questão apresenta características divergentes das que são encontradas em outros municípios do país, o que demanda

estudos específicos voltados à elaboração de políticas públicas mais efetivas do que as implementadas em outros municípios de porte semelhante.

 

De maneira geral, em todas as regiões do país, os grupos criminosos são organizados seguindo uma lógica geográfica, onde tais criminosos ocupam determinados espaços. No entanto, na cidade de Piracajú, as forças policiais precisam de veículos blindados (também conhecidos como “caveirões”) para adentrarem em determinados bairros – diferentemente de outras metrópoles. Ou seja, em Piracajú, há diversas áreas circunscritas ocupadas pelos criminosos, que controlam essas regiões e até o ir e vir das pessoas que lá habitam, como uma verdadeira espécie de poder paralelo.

Vale ressaltar, ainda, que os criminosos de Piracajú fazem uso de armamentos de grosso calibre, e possuem um verdadeiro arsenal, incluindo fuzis.

A ausência de estrutura adequada pelas forças policiais para enfrentar criminosos fortemente armados e organizados, aliada à corrupção, são elementos que provocam a diminuição da confiabilidade da população na segurança pública.

Neste ínterim deve-se considerar também que a violência também paira no sistema prisional, já que o encarceramento de detentos de facções distintas e rivais, somado a superlotação torna as penitenciárias uma verdadeira “bomba-relógio” prestes a explodir, colocando os agentes penitenciários em situação de extrema vulnerabilidade.

 

A comunidade de Piracajú tem se tornado refém do caos que envolve a segurança pública, mas a cada ano que passa a impressão é de que o problema está cada vez mais longe de uma solução.

O Estado é responsável por prover segurança pública, mas a estratégia adotada até o presente momento tem se mostrado infrutífera. Tanto, que os relatos de profissionais atuantes na segurança pública e de pesquisadores da área, evidenciam que há diversos fatores que causam esse alarma na segurança pública, mas que sem sobra de dúvida o principal motivo seria a falta de recursos do próprio Estado e do município.

Ocorre que a falta de recursos públicos, que pode ser decorrente de desvios e corrupção, bem como o problema,podemdar-se em virtude da gestão, na preocupação com soluções imediatistas, regionalizadas, sem foco, a curto prazo e sem o real conhecimento dos fatores desencadeadores de tanta violência.

 

A crise financeira perpassada pelo Estado pode ser observada no atraso das remunerações, na ausência de pagamento dos adicionais, na falta de investimento em armamento, veículos, fardas, equipamentos de segurança e principalmente no déficit existente de setores de inteligência e monitoramento.

Considerando o contexto apresentado e, com base na efetividade ou falta de efetividade que a postura reativa do Estado tem representado, será que o ideal seria continuar nesta frente? Será que uma atuação preventiva seria mais efetiva? Qual forma de atuação seria considerada atual?

Essas indagações e reflexões fazem parte da proposta desta atividade, que associados aos seus conhecimentos preliminares, darão base para resolução da presente produção textual.

 

ETAPA 1:

O Direito Penal é um ramo específico da ciência jurídica que, embora complexo, possui duas principais funções: possibilitar o exercício do direito de punir pelo Estado e, ao mesmo tempo, garantir os direitos fundamentais inerentes a todos os indivíduos. Em outras palavras, o Direito Penal descreve condutas eleitas pelo legislador como delitivas, norteando a persecução penal, bem como garante que comportamentos não criminosos não sejam reprovados pelo Estado e tampouco ensejem a constrição da liberdade de alguém.

Da análise de aludidas funções, extrai-se a conclusão de que, sozinho, o Direito Penal é insuficiente para explicar os fenômenos criminosos, ou seja, é inidôneo a apresentar soluções efetivas a problemas similares aos que ocorrem na cidade de “Piracajú”, local controlado pelo denominado “poder paralelo”. Precisamente por esse motivo, surgem outras frentes acadêmicas, com o intuito de auxiliar o Direito Penal.

A criminologia, por exemplo, é o ramo da ciência que busca entender o fenômeno do crime enquanto fato social, além de compreender e investigar os motivos e condições que propiciam ou potencializam a tendência de um indivíduo que decide praticar um fato danoso em detrimento dos demais membros da sociedade.

 

Partindo de tais considerações, responda, de forma fundamentada, as indagações a seguir:

  1. a)  Há relação entre o conceito de “poder paralelo” e a promulgação da Lei n°. 12.850/2013 (Lei das Organizações Criminosas, que define “organização criminosa” e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal)? Para responder a esta pergunta, conceitue e reflita sobre: a) Poder Paralelo; b) As circunstâncias fáticas que ensejaram a necessidade de criação da mencionada lei no Brasil.
  2. b)  Indiqueeexpliqueaomenostrêscondiçõescapazesde,emtese,influenciaraprática delitiva e aumentar os índices de criminalidade de determinada região.
  3. c)  De acordo com o narrado pelo texto-base, considerando não haver um único fator responsável pela situação de violência alarmante, esclareça a específica relação entre a crise econômica daquela região e o problema da criminalidade crescente e estruturada. Em outros termos, por que a falta de recursos públicos se relaciona, por exemplo, com o crescimento de quase 40% da taxa de roubos e de cerca de 25% da taxa de homicídios no Município mencionado?

 

ETAPA 2:

Considerando a caótica situação de violência no município de Piracajú, em decorrência, dentre outros fatores, da ausência de investimentos nos setores de segurança pública, o Estado, do qual pertence o munícipio, por meio da Secretaria de Segurança Pública, resolveu contratar cerca de 270 câmeras de monitoramento a serem implementadas nos próximos seis meses. As câmeras devem atender a alguns requisitos de tecnologia, tais como o fornecimento de imagens em tempo real; o registro facial em alta qualidade; alta capacidade de zoom e resolução de imagem, além de permitir a conversão de imagens em dados editáveis por computador e o monitoramento de grandes ambientes.

Na intenção de realizar a contratação, a Comissão de Licitação foi designada com o propósito de elaborar o edital licitatório. Um dos membros da Comissão levantou a questão de que se tratava, na verdade, de hipótese de licitação inexigível, já que na região de Piracajú havia apenastrêsempresas aptas a contratar com o Poder Público o objeto da licitação. Independentemente disso, o instrumento convocatório (edital) foi elaborado e devidamente publicado.

Após a finalidade do procedimento licitatório e a consequente celebração do contrato administrativo, constatou-se que houve direcionamento da licitação, no sentido de favorecer determinada empresa cuja proprietária tinha parentesco com o Secretário de Segurança Pública do Estado e com o prefeito de Piracajú. A estratégia usada foi a de exigir qualificações técnicas muito específicas – e não necessárias – para a contratação, beneficiando uma das empresas participantes.

 

A partir da situação apresentada, responda, de forma fundamentada, os questionamentos a seguir:

  1. a)  Procedeaquestãolevantada,porumdosintegrantesdaComissão,dequesetratava de licitação inexigível? Justifique o seu posicionamento.
  2. b)  A estratégia utilizada no procedimento licitatório, a fim de favorecer determinada empresa, configura ilegalidade ou fraude na licitação? Tal fato tem o condão de anular o procedimento e o contrato administrativo celebrado? Justifique.
  3. c)  Partindo do pressuposto de que houve comprovação de danos ao erário, e a presença de dolo na conduta de dois agentes públicos envolvidos no procedimento licitatório, é possível afirmar que esses agentes poderão responder por ato de improbidade administrativa? Não deixe de consultar a Lei 8.429/92, em seus artigos 10 e 11. Justifique.

 

ETAPA 3:

A partir da situação apresentada, responda, de forma fundamentada, os questionamentos a seguir:

  1. a)  Com base nos dados apresentados na situação hipotética que versou sobre o procedimento licitatório, explique, fundamentando a sua resposta, se houve violação a algum princípio previsto no artigo 37, caput, da Constituição Federal.
  2. b)  Haveria possibilidade de algum cidadão promover a ação popular em face do procedimento licitatório e do contrato administrativo? Justifique a sua resposta, indicando qual a finalidade deste remédio constitucional.

 

ETAPA 4:

A violência tornou-se um debate nacional, visto que, infelizmente, todas as regiões do país sofrem com algum tipo de violência, sendo uma questão estrutural que carece de uma gestão ampla que abarque toda a complexidade envolvida. Assim, para combater a violência é essencial entender o que a causa, sendo fundamental dissecar o problema em pequenas partes para se torne possível ampliar o olhar frente à compreensão de sua fonte geradora. Uma importante ferramenta neste contexto é o Diagrama de Ishikawa ou também, como é conhecido, Diagrama de Causa e Efeito ou digrama de Espinha de Peixe. Trata-se de uma ferramenta que tem a intenção de auxiliar a levantar as causas-raízes de um problema, buscando analisar todos os fatores inerentes ao problema.

Partindo então da contribuição da ferramenta no caso em questão:

  1. a)  MonteodiagramacomoqueacreditaserascausasdaviolêncianacidadedePiracajú, onde cada causa deve apontar 3 sub-causas que levaram;
  2. b)  Elaboreumrelatóriodescrevendoaspossíveisalternativasparacadaumadascausas principais para que possam ser combatidas ou até mesmo eliminadas, ou seja, quais seriam as suas sugestões para que a violência possa ser suprimida.

Segue o diagrama para auxiliá-lo a montar (você poderá utilizar as causas – espinha – indicadas ou adaptar de acordo com a sua percepção).

 

ETAPA 5:

O Estado Brasileiro é regido pela sua sétima Constituição Federal, que foi escrita em 1988 no contexto de redemocratização do Brasil. Essa constituição ficou conhecida como “A Constituição Cidadã” por ter acolhido vários princípios dos Direitos Humanos. Ao avaliar amplamente essa Constituição, podemos dizer que ela está alicerçada sobre o princípio da Dignidade da Pessoa Humana, que pode ser

“considerado um sobreprincípio. Isso porque, pode ser considerada como o fundamento último do Estado brasileiro. Ela é o valor-fonte a determinar a interpretação e a aplicação da Constituição, assim como a atuação de todos os poderes públicos que compõem a República Federativa do Brasil. Em síntese, o Estado brasileiro existe para garantir e promover a dignidade de todas as pessoas, de forma universal.”

(MASCARO, Luiz Fernando Conde Bandini. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017, p.33.)

 

Entretanto, sabemos que apesar dessa iniciativa, muitos dos Direitos Humanos são desconsiderados e/ou infringidos no contexto da realidade brasileira, como é o caso da cidade de Jujuba, onde a existência de um poder paralelo tão atuante e decisivo nos faz refletir sobre a violação dos Direitos Fundamentais de todo homem.

A partir de seus conhecimentos frente ao tema, elabore um texto que reflita e debata às seguintes temáticas abaixo:

  1. Quais associações podemos fazer entre a Dignidade da Pessoa Humana e o aumento da violência na cidade de Piracajú?
  2. O desrespeito aos princípios dos Direitos Humanos pode contribuir para que a polícia perca a confiança da população? Explique sua escolha.

III. Quais direitos fundamentais estão sendo violados na situação vivenciada pela cidade de Piracajú?

  1. Por que o poder paralelo ganhou um espaço tão importante no cenário da cidade em questão?
  2. De que forma o poder paralelo rompe com o Estado Democrático de Direito?

 

 

 

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